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Que venha 2006

Dois mil e seis vai mudar.
Não sei para onde, mas com certeza não vai ficar no mesmo lugar. O ano que começa será diferente, embora vai ter eleições, Copa do Mundo, Ronaldinho Gaúcho, Jornal Nacional e menos Boris Casoy no Jornal da Record.
2006 vai ser diferente.
Quem garante são as próprias estatísticas (oficiais ou não), os relatórios do BID e a inevitabilidade do tempo.
Os políticos podem até dizer que querem, independente disso o povo irá votar nulo ou não, alguns serão eleitos e na maioria das assembléias 50% vão voltar para casa.
Assim é, sempre.
Há quem continue acreditando no presidente Lula, mas já sabemos que apenas boa vontade não é suficiente e preciso um pouco mais de coragem para enfrentar os enormes desafios de se mudar os rumos.
2006 será pra frente.
O Brasil vai acordar de manhã e continuar o trabalho de procurar serviço, mão de obra barata, carteira de trabalho assinada e fila na Previdência.
Algumas pessoas conhecidas vão morrer enquanto milhares e milhares vão nascer em todos os hospitais e maternidades do país; como vão morrer milhões de pessoas que sequer jamais ouvimos falar.
É preciso que 2006 venha para que 2007, 8, 9 e 10, uma década se passe e possamos olhar para trás outra vez e constatar que – apesar dos pesares – andamos...
Poderia ser melhor, mas se melhor não foi é porque não era para ser.
Não sei. 2006 aí está já chegou e parece que tudo continua como era antigamente, contudo é diferente.
Feliz 2006 para todos vocês.
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