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Canção ao poeta CDA

Carlos, desculpe este poema de amor
Um pequeno poema, porém de amor
Era preciso que um ínfimo poeta cuiabano
nato dessa terra, que nem imaginas
onde fica, o fizesse

Não tem uma dose poética
para deixar-te bêbado
friso, porém, ele é todinho de amor
A partir do momento que
Fizeste me apaixonar
o amor começou a fecundar em mim

Quero dizer
como é grande este amor
grande em mim
e fora de mim
Mais fora
porque quando descobri
fiquei totalmente fora de mim

Não foi uma pedra
no meio do caminho
Foi o amor
em cada linha
em cada verso
alicerçando este amor
(embora não sabendo)
lá estavas
pondo uma pedra...

Não renuncio a nada
Também não quero
que renuncies alguma coisa,
porém, este amor... Que alegria!

Não tem procedimento
Meus vinte anos
Ficarem assim apaixonados
Mas estou amando
como nunca imaginei
que pudesse amar
pela rama, pela rima, pelo ritmo...

Censuro-te
Não devias ter feito,
bem feito assim,
deixar-nos apaixonados
- além de mim
deve haver milhares
de brasileiros meninos
moços e velhos
amando-te loucamente
como eu -

Mas fosse eu rei do mundo
Carlos não morreria nunca
Carlos ficaria sempre
Junto ao seu povo,
não em monumento e
sim, em alma e amor.
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