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Mãos ao alto II

Mas, presta’tenção: o industrial a lesar no peso,
surrupia os impostos, fica inadimplente
Com o INSS, não recolhe o FGTS, é honesto?
O profissional médico, na fila do SUS,

Nem olha a cara do paciente e receita fácil
O remédio barato enquanto o de alto custo
Fica para aqueles que o visita no consultório
e compensar o preço da consulta: é correto?

O professor, da rede pública, que preguiçoso,
Faz de conta que ensina porque, segundo ele,
O salário que o estado lhe paga não vale nada.

Enquanto na rede privada se desdobra por menos...
Muito menos, e chega lamber as botas do patrão
E, entretanto, enche a boca pra se dizer: trabalhador...

(continua...)

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