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Poema da Desencarnação

Quando chegamos a bom porto, Cuiabá, Chapada, Pantanal
O barco sempre solícito para nossa partida e as palavras,
Às vezes vorazes, escassas em outros dados momentos,
Sucumbem ao novo cenário que não estava na lembrança


As lembranças imediatas são as vielas, ruas e becos.
Da antiga capital cidade verde que morre ao pôr do sol
E que nos remete para outra certeza de amanhecer
Fora e dentro de todos os seres habitantes amáveis...


De outras paisagens, paredões, desenhos campestres.
Pássaros de asas coloridas e bicos de pronto eficazes
Como os peixes nadadeiras que sobem e descem o rio...


São essas espécies guardadas nas lentes de nossas retinas
E nos garantem que somos todos de um mesmo plano
Ao abrirmos os olhos, eternos olhos, depois da desencarnação.

A primeira versão leia AQUI
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