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Outubro - Um poema dedicatória a Marilza Ribeiro

Chove novamente
E não me liberto
Todos que estavam aqui
Foram muitos pássaros

Os cantos reprisam
Apego-me às pegadas
Antigas como sonâmbulo
Dirijo-me ao passado
Como se fosse possível...
Indecifrável essa imagem
Semente torna-se flor
- Tortura para a liberdade -

Mas desperto volto
À minha face fêmea
Antes da noturna estação
Vejo-me inteiro outubro.