Páginas

Fora da Grande Área do Poema

Eu nunca quis ser volante, cabeça de área
Não desejei, jamais, jogar na defensiva
Como um beque desajeitado. Exclamação.
Nunca me vi, sonhei ou me cogitei Felizardo*

Em minhas visões no Dutrinha fui Bife,
Artilheiro, goleador, driblador até a meta,
Função maior de todos os centroavantes,
Sem resquício de pena ou dó dos arqueiros

Mas, sem talento, não cheguei a gandula
Fiquei na arquibancada arquitetando rimas
E nunca se cumpriram em nenhum verso

Faltou o ritmo, junto com a musa, a poesia,
O equilíbrio nas metáforas de querer ser
Jogador, sem precisar edificar o poema.
*Esta é a versão publicada no livro Imitações de Soneto (2015). Clique aqui leia a versão original de 2013

Postar um comentário