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Morres agora

Morres agora
Corpo inerte
já não fala
a voz fértil
A pulsação
de vida
incontida
não há mais

Morres agora
e não podes
fazer nada
aos olhos meigos
O grito ufane
como de infante
que luzia, apagou
e te atormentas

Morres agora
como quem dorme
acreditando acordar
toda a vida.