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O Quintal na Memória


De onde estou, mesmo em movimento,
Vejo a manga madura no quintal
A fruta da mangueira no quintal
Da casa de minha vó

A casa já não existe
O próprio terreno
As hortas, o galinheiro
Tudo que fazia um quintal
Ser quintal não resistiu

O quintal apenas existe
No resquício de memória
De onde estou, meus olhos deslocados
Olham para trás e veem as mangas
Como numa pintura de Gervane de Paula.

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